O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, tornou-se mais uma vítima de ataques cibernéticos, tendo seus dados pessoais vazados na dark web. Em uma declaração via rede social X, Tajani expressou sua indignação ao revelar que não só ele, mas também sua família, estão sendo alvo de cibercriminosos que tentam obter mais informações sobre eles. “Não me deixarei intimidar de forma alguma”, afirmou o chanceler, ressaltando a gravidade da situação.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também se manifestou, atribuindo a responsabilidade pela invasão a hackers pró-Rússia. Ela chamou a atenção para a seriedade da questão, classificando as tentativas de comercializar dados confidenciais de funcionários do governo como preocupantes e exigindo uma resposta firme por parte das autoridades. Meloni sublinhou a urgência de enfrentar a crescente ameaça cibernética.
Tajani acredita que o ataque está diretamente relacionado ao apoio da Itália à Ucrânia em sua luta contra a Rússia. Ele enfatizou que a defesa da liberdade e da democracia torna sua posição um alvo para esses grupos criminosos, que buscam intimidar vozes contrárias ao regime de Moscou.
Esse incidente não é isolado. A Europa tem enfrentado uma onda de ataques cibernéticos que têm gerado sérios problemas em diversos setores. Apenas no início de outubro, supermercados franceses foram comprometidos, elevando a temperatura de seus refrigeradores a 50ºC e resultando em incêndios e grandes perdas. Em novembro, países como Suécia, Irlanda e Bélgica também sofreram com ataques semelhantes, enquanto o setor aéreo lidou com falsos alertas de bomba, causando tumultos em voos comerciais. O cenário evidencia a necessidade urgente de uma resposta coordenada e eficaz das autoridades europeias para enfrentar essa crescente ameaça digital.



