sexta-feira, 30/10/2026

Identidade digital: fatores essenciais a considerar na escolha de plataformas de onboarding

A crescente digitalização de serviços trouxe agilidade para os consumidores, que conseguem abrir contas e realizar cadastros em questão de minutos. No entanto, essa facilidade contrasta com a complexidade enfrentada pelas empresas, que precisam…

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A crescente digitalização de serviços trouxe agilidade para os consumidores, que conseguem abrir contas e realizar cadastros em questão de minutos. No entanto, essa facilidade contrasta com a complexidade enfrentada pelas empresas, que precisam garantir a autenticidade das identidades por trás das telas. O fenômeno, conhecido como onboarding digital, se tornou um campo de batalha entre instituições financeiras e fraudadores, que estão cada vez mais adeptos de novas tecnologias.

Dados da Serasa Experian revelam um aumento alarmante nas tentativas de fraudes de identidade, com cerca de 2,86 milhões de casos registrados no primeiro semestre de 2026 — um crescimento de 32,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em agosto, as tentativas de fraude alcançaram 505,8 mil, o que representa uma ocorrência a cada 5,3 segundos. Essa escalada de fraudes reforça a necessidade de sistemas robustos de identificação e prevenção.

A escolha de uma plataforma eficaz para verificar identidades não pode se limitar a uma única tecnologia. A validação de documentos, por exemplo, é uma etapa fundamental que, quando combinada com biometria facial e provas de vida, pode oferecer uma análise mais completa e segura. É crucial que essas ferramentas trabalhem em conjunto, respeitando o equilíbrio entre segurança e a experiência do usuário, evitando que clientes legítimos enfrentem barreiras desnecessárias.

Além das tecnologias tradicionais, a análise do dispositivo utilizado pelo cliente também é uma peça chave na identificação de comportamentos suspeitos. Informações sobre o histórico do aparelho, geolocalização e contexto de acesso permitem uma avaliação mais precisa do risco associado a cada interação. A verdadeira eficácia está em transformar esses dados em um sistema que minimize a fricção, garantindo a segurança sem comprometer a rapidez e a conveniência.

Um exemplo prático dessa abordagem pode ser visto no BRB (Banco de Brasília), que modernizou seu processo de abertura de contas online. Com a integração de soluções de KYC, biometria, validação documental e análise de dispositivos, o banco conseguiu reduzir em 86,2% o número de cadastros que exigiam análise manual, além de acelerar o tempo de abertura de contas de até duas horas para menos de 15 minutos, elevando a taxa de aprovação para 85%.

A evolução do onboarding digital também exige uma mudança na lógica de operação. Em vez de solicitar continuamente informações ao consumidor, é possível utilizar dados já validados para reconhecer a identidade do usuário e decidir quais verificações são realmente necessárias. A solução IDPass da Serasa Experian exemplifica essa nova abordagem, permitindo que 90% dos usuários sejam aprovados instantaneamente, sem a necessidade de formulários extensos.

Por fim, a parceria com a idwall, especialista em gestão de identidade digital, potencializa a capacidade de integrar diversos sinais de identidade e risco, tornando as interações mais inteligentes. O foco não deve ser apenas em aumentar as camadas de verificação, mas sim em aplicar segurança onde ela é necessária e minimizar a fricção quando a confiança já está estabelecida. A estratégia é clara: garantir que a jornada do cliente seja não apenas segura, mas também fluida e eficiente.