sexta-feira, 30/10/2026

Grécia implementa restrições ao acesso de redes sociais para jovens abaixo de 15 anos

Na última sexta-feira (23), o Parlamento grego deu um passo significativo ao aprovar uma legislação que veda o acesso a redes sociais para menores de 15 anos. A nova norma, que entrará em vigor…

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Na última sexta-feira (23), o Parlamento grego deu um passo significativo ao aprovar uma legislação que veda o acesso a redes sociais para menores de 15 anos. A nova norma, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027, reflete a preocupação crescente em relação ao impacto das mídias sociais na saúde mental e na segurança das crianças e adolescentes.

O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis destacou que as plataformas digitais terão um prazo de dois meses e meio para implementar um sistema que assegure a verificação da idade dos usuários, ao mesmo tempo em que garantam a proteção da privacidade. Essa iniciativa posiciona a Grécia ao lado de outros seis países da União Europeia que estão em busca de soluções conjuntas para o mesmo problema.

O governo argumenta que a proibição visa auxiliar os pais a lidar com o que foi descrito como “rolagem infinita”, um comportamento que se tornou comum entre os jovens e que afeta negativamente seu sono, concentração e tempo de socialização. O desafio de encontrar um equilíbrio saudável entre o uso de tecnologia e o bem-estar das crianças é um tema que vem ganhando destaque em diversas partes do mundo.

É importante notar que a Austrália foi pioneira na aprovação de uma legislação semelhante no ano passado, enquanto na França, uma proposta que visava restringir o acesso de menores a redes sociais foi barrada pelo Conselho Constitucional em agosto. O tribunal francês apontou a dificuldade de implementar um método eficaz de verificação de idade, sugerindo que tal medida poderia exigir que todos os usuários, incluindo adultos, comprovassem sua idade para acessar as plataformas.

Esses desenvolvimentos levantam questões cruciais sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia e o papel dos governos na proteção dos jovens em um ambiente digital cada vez mais complexo.